Notícia postada em 22/03/2011 10:22, por Cesar Enrique de Melo
DIA MUNDIAL DA ÁGUA
O dia mundial da água foi criado pela ONU - Organização das Nações Unidas, no dia 22 de fevereiro de 1993.
A criação de um dia mundial da água, comemorado em 22 de março, se deve à necessidade de refletirmos (e agirmos) sobre a importância e o uso racional desse líquido em nosso planeta.
Embora mais de 2/3 do planeta terra seja composto por água, muito pouco desse total pode ser utilizado diretamente pelos seres vivos e principalmente pela humanidade. A grande maioria da água está sob a forma de água salgada, nos mares e oceanos, em forma sólida nas grandes geleiras, em forma de vapor na atmosfera e nos lençóis freáticos profundos. Apenas, aproximadamente 0,3% da água doce do mundo está em rios e lagos e poderia ser utilizada para consumo do homem e dos animais terrestres.
É dessa porção que o homem retira toda a água para as atividades agroindustriais e domésticas. Isso significa que devemos ter imenso cuidado com a utilização desse recurso, que ao contrário do que muitos pensam, não é ilimitado, pois a natureza não cria água, ela mantém a água que já existe no planeta desde que o mesmo foi criado.
Quando nós utilizamos essa água, de alguma forma a sujamos e isso faz com que a natureza tenha mais trabalho para limpá-la. Esse processo de limpeza ocorre com o ciclo hidrológico, que é o processo em que a água é evaporada, sobe até a atmosfera terrestre, se resfria, forma as nuvens, condensa e cai em forma de chuva. Com a evaporação quase toda a sujeira da água fica no solo e sobe para a atmosfera apenas a água pura, portanto, quando retorna, a chuva volta limpa. No entanto, se a sujeira que
ficou no solo for muito grande e dispersa por grandes áreas, quando a água da chuva entra em contato com o solo, imediatamente se contamina novamente e teremos córregos, rios, lagos e até oceanos de água poluída. Como toda a água que bebemos vem desses ambientes, teremos que fazer tratamentos de água cada vez mais caros para transformá-la em água para beber ou mesmo para outros usos domésticos ou industriais. Assim, quanto mais contaminamos a água, mais difícil é para a natureza purificá-la de novo.
Em alguns casos, a natureza já não consegue mais realizar tal trabalho, de tão contaminada que está a água. Veja os exemplos dos rios Pinheiro e Tietê, em seus trechos na capital paulista. Na verdade, quando a água da chuva cai sobre a cidade de São Paulo ela está limpa, mas toda a área de solo da região está altamente contaminada, e quando a água escorre sobre esse solo, se contamina novamente e leva com ela uma grande quantidade de poluição para o rio, além do mais a imensa quantidade de pessoas na cidade contaminando a água o tempo todo, envia para os rios muita água poluída, vencendo a força da natureza que realiza essa limpeza.
O problema é tão sério, que se alguém cair em um desses rios, corre risco de vida, não de morrer afogado, mas por contrair infecções devido a imensa carga de poluentes presentes nas águas. Para quem vive em regiões cujos rios ainda possuem águas limpas, isso parece muito distante, mas não está. Mesmo nas aldeias indígenas do Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, os índios já acusam alterações na água. Segundo várias etnias indígenas, essas alterações já provocam doenças e alteram a fauna de peixes, principalmente devido à poluição provocada pelo desmatamento e implantação de agricultura e pecuária intensiva na região das nascentes dos rios que entram no parque. Então, que tal hoje, ou melhor, de hoje em diante, pensarmos um pouco mais no tipo de uso e tratamento que estamos dando para a nossa água e principalmente no efeito que isso tem sobre as águas de nossa região?
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