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Notícia postada em 09/11/2011 21:13, por Cesar Enrique de Melo
Panificação e Confeitaria: descobrindo o potencial do cerrado
A professora do Departamento de Turismo, Profa. MSc. Eliana Varoli dá continuidade ao Projeto “Utilização de frutos silvestres de APPs do Rio das Mortes na gastronomia de Nova Xavantina” ao ofertar um curso que mescla as técnicas consagradas da panificação e confeitaria mundial com o exotismo dos frutos do cerrado. Por ser considerada uma das matrizes gastronômicas brasileiras, a culinária do Centro Oeste se destaca pela originalidade, exuberância e variedade de frutos silvestres. A idéia do curso de panificação utilizando frutos do cerrado foi oferecer possibilidades de produções culinárias sejam mais que simples técnicas produtivas, ao remeter às características regionais que permitem a transformação em importante atrativo turístico e fonte geradora de renda. Dois profissionais conceituados no mercado de panificação e doceria da cidade de São Paulo, Chef Iosa Pereira Castro e Sous Chef Ademilson Bahia Costa, elaboraram e ministraram um curso buscando atender às necessidades do mercado local, trazendo não somente seu conhecimento profissional, mas fazendo a fusão destes conhecimentos com ingredientes locais. Foram inúmeros os testes com frutos nativos. O evento teve início em 01/11/2011 efinalizou em 03/11/2011 com a participação de padeiros e ajudantes de padaria, doceiras, banqueteiras, profissionais da área
de eventos e alimentação, discentes da Unemat e membros da comunidade. Os palestrantes discorreram sobre as técnicas específicas dos setores de panificação e confeitaria, os produtos utilizados para obter maior qualidade, durabilidade e redução de custo, as novas formas de apresentação e a utilização dos frutos do cerrado em quitutes tradicionais, dando uma nova roupagem aos pudins, mousses, pães e docinhos. Vários foram os frutos do cerrado utilizados como o “Gelato” de Araçá Boi, a Mousse de Buriti, o Pudim de Tatarubá, o Rocambole de Bruto, o Pudim de iogurte com Marmeladinha, o Pão de Minuto com Jatobá, os franceses “Petit Fours” com as castanhas do cerrado, caju e baru; a versão tupiniquim do americaníssimo Cheese Cake com Amora do Cerrado e, para coroar e abrir caminho para as delícias do Natal, o Panetone com Castanhas de Baru e de Caju. Isso sem falar nos delicados crepes de canela servidos com ganache de chocolate e sorvetes com sabores nativos como o pequi, o baru, o buriti, a mangaba, a cagaita, o taperebá e a gabiroba. No total, foram mostrados (e degustados!) trinta e dois pratos que deram uma visão panorâmica do mundo da panificação e das inúmeras possibilidades de aproveitamento dos frutos do cerrado. O resultado foram preparações criativas, bonitas e muito saborosas que abrem caminho para a criação de produtos originais que atraiam não somente os moradores locais, mas também os turistas e visitantes, que sempre demonstram muita curiosidade sobre os ingredientes regionais. É uma forma de oferecer produtos exclusivos, exóticos, com maior qualidade e menores custos, aumentando a possibilidade de renda não somente para aqueles que os confeccionem esses produtos, mas oferecendo aos pequenos produtores rurais a possibilidade de venda dos frutos existentes em suas propriedades.
SÃO NOVOS OLHARES SOBRE A TRADIÇÃO, A MEMÓRIA E A PRESERVAÇÃO DE SABERES, COSTUMES E IDENTIDADES - Profa. MSc. Eliana Varoli - Laboratório de Alimentos e Bebidas, Depto de Turismo da Unemat, Nova Xavantina.
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